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Everton

“Enquanto não conseguir ser campeão nacional, não me vou perdoar”

Everton admite que ainda não conseguiu chegar aos patamares que apresentou no Brasil e que o colocaram na ribalta. Aos 26 anos, em entrevistas à BTV e ao portal “Zerozero”, o extremo brasileiro garantiu ter potencial para fazer mais e melhor, ele que também assegurou o desejo de ser campeão no Benfica antes de sair.

“Cobro-me muito e sei do meu potencial e da minha capacidade. Aquilo que mostrei, no Grémio e na seleção, não está perto do que já mostrei aqui. Tenho procurado crescer para ajudar e dar o meu melhor, marcar golos, fazer assistências e exibições de gala. Estive sempre com a cabeça focada no Benfica, nunca disse que queria ir embora pois isso não me satisfaz. Tenho vontade de conquistar títulos com a camisola do Benfica, vontade de ser campeão nacional e, enquanto não o conseguir, não me vou perdoar. É uma obsessão de grupo e individual”, assegurou Everton, confessando ter “procurado sempre blindar-se contra” as dificuldades de adaptação inicial.

Questionado sobre o desejo para o final da época, Everton pediu “uma reviravolta no campeonato nacional”. “O título seria algo histórico. A Europa é um sonho difícil, mas não impossível. Temos demonstrado isso na competição e quanto mais longe chegarmos, mais vamos mostrar o nosso valor”, vincou o brasileiro. Everton chegou à Luz com Jorge Jesus mas, com Nélson Veríssimo, tem vindo a ganhar confiança. “A primeira temporada foi difícil. Tinha passado oito anos no mesmo clube e a mudança foi muito difícil. A mudança tática, técnica e física que o futebol europeu exige é muito maior do que aquilo a que estava acostumado. Jesus e Veríssimo? São metodologias muito diferentes. O mister Nélson Veríssimo tem-me dado confiança, que é importante para o meu estilo de jogo, de um para um e drible. Pede-me para não fugir muito das minhas características, o drible e a finalização, e eu tento conciliar isso com a parte tática”, explicou o canarinho, apontando ainda para a evolução: “Temos crescido taticamente e mentalmente.”

“Vivos” na Champions, os encarnados medem forças com o Liverpool. Everton diz que “não há impossíveis”. “O Benfica já mostrou a sua força em jogos europeus. Em 2006 também eliminou o Liverpool, que era o campeão europeu. Até já brinquei com o Luisão sobre o golo que marcou ao Liverpool. Espero que agora, de fora, ele também nos dê sorte”, revelou Everton, antes de relembrar a eliminação do Ajax: “Sabíamos que íamos defender muito, o Ajax marcou muitos golos mas defendemos muito bem. Sinto felicidade por jogar com o estádio cheio, na época passada essa falta [limitações derivadas da covid-19] prejudicou-nos bastante.” Ainda sobre a Liga dos Campeões, Everton apontou que esses “são jogos que exigem uma concentração muito maior” e que “o Bayern foi o adversário mais difícil”.

De olho no regresso à seleção do Brasil, após não ter sido chamado para os jogos com Chile e Bolívia, Everton acredita que ainda pode convencer Tite e estar no Mundial. “Perdi um pouco de espaço mas, fazendo um bom trabalho no Benfica, posso voltar. Depois da primeira convocatória em que não estive, entraram em contacto comigo para que continuasse a trabalhar. O meu selecionador é uma pessoa que olha para todos”, assegurou.

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