Benfica

“Do outro lado da Segunda Circular ”

Paulo Bernardo já teria 30 jogos

Paulo Bernardo teria melhor sorte com Rúben Amorim?

Rúben Amorim, o treinador do Sporting, tem conseguido além de títulos e bons resultados, uma boa aposta por jogadores mais jovens. Apesar de se saber que, em Portugal, os clubes têm sempre dificuldade em segurar os melhores valores (como aconteceu com Nuno Mendes), a aposta do Sporting parece um projeto com futuro.

No FC Porto, a aposta nos jogadores da formação também começa a sentir-se. Diogo Costa, João Mário e Vitinha pularam da formação para a titularidade, enquanto Fábio Vieira e Francisco Conceição também vão somando minutos e acrescentando qualidade à equipa-

No entanto, com o regresso de Jorge Jesus, o Benfica teria ficado para trás neste quesito dos jovens e Paulo Bernardo poderia ter sido um dos mais prejudicados, como lembra Carlos Freitas, em declarações à SIC Notícias.

O antigo dirigente desportivo no Sporting, SC Braga ou Vitória SC lembra que com a chegada de Jorge Jesus, o projeto da formação do Benfica ficou condicionado. Na opinião do especialista, Paulo Bernardo, se estivesse no Sporting, teria mais minutos na I Liga. E explica a sua opinião, com rasgados elogios ao talentoso médio do Benfica.

“Vejo o Paulo Bernardo, sinceramente, e não é fetiche nenhum, com andamento, capacidade física, capacidade técnica e leitura de jogo. É um jogador que me parece que está pronto a ser lançado. Imagino-o, por exemplo, do outro lado da Segunda Circular [no Sporting] e provavelmente já teria 30 jogos nesta altura. Acho que é uma questão de filosofia”, considerou Carlos Freitas sobre o médio português.

Por isso, é expectável que Nélson Veríssimo, que vem da equipa B, aposte mais nos jovens e que Paulo Bernardo possa começar a assumir mais preponderância na equipa. Na opinião de Carlos Freitas, o jogador até encaixaria melhor no sistema dos encarnados do que, por exemplo, Adel Taarabt.

“Acho desde a primeira hora que quando se tem dois médios, com características de Weigl e João Mário, precisas de um terceiro médio automaticamente porque quando com bola a equipa é muito competente. Sem bola e na recuperação da mesma tem dificuldades.

“Aí, por exemplo, acho que um elemento como Taarabt dá muito com bola ou pode dar muito com bola. Sem bola é mais um jogador que participa pouco nessa fase” e tem muita tendência para levar cartões fáceis e fora do contexto”, explicou Carlos Freitas.

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