Sporting

Sporting: Ricardo Oliveira

"Sporting não pode estar dependente de um treinador"

Gestor apresentou candidatura à presidência do Sporting.

Ricardo Oliveira apresentou esta terça-feira a candidatura às eleições para a presidência do Sporting, marcadas para 5 de março.

O gestor, de 51 anos, garante que não se está a candidatar contra ninguém e diz estar preparado para o “pós-Rúben Amorim”, apontando ainda à importância da reestruturação financeira do clube de Alvalade.

“Foi uma decisão difícil de tomar, fruto de uma profunda reflexão. Entendi que era minha obrigação candidatar-me porque tenho há muito tempo um sonho para o clube. Gostaria de ver um Sporting gigante a nível internacional, competitivo no campo e fora dele, moderno e profissional. Não me candidato contra ninguém, mas entendi que devia dar este passo porque os sportinguistas precisam de refletir sobre a realidade do clube e ter consciência da realidade que nos espera se continuarmos neste caminho”, começou por dizer Ricardo Oliveira.

“A reestruturação financeira é indispensável para a sobrevivência da maior potência nacional. É imperativo conseguir um financiamento entre 150 a 200 milhões de euros, com juros baixos, para recomprar as VMOC, pagar a dívida em incumprimento e pagar os empréstimos. Com a recompra das VMOC terá 135 milhões de ações, ou seja seremos donos de 88% da SAD. O clube poderá alienar até 66 milhões de ações para garantias futuras, mantendo maioria, e aceitando parceiros estratégicos, mas sempre com a palavra final para o clube. Comigo, o Sporting pode estar seguro. Não vamos perder o controlo da SAD, o que o atual rumo está longe de poder garantir”, acrescentou, alertando que é preciso que o clube comece a preparar a eventual saída do técnico Rúben Amorim, que Ricardo Oliveira aponta como grande responsável do sucesso desportivo dos leões.

“Ninguém pode estar mais contente do que eu com o sucesso desportivo alcançado por Rúben Amorim, um treinador que encaixa na perfeição no perfil por nós definido, mas o Sporting não pode estar dependente de um treinador para a gestão do ‘core business’ do clube. Por mais que a direção atual não queira preparar-se para um ‘pós-Rúben Amorim’, a verdade é que temos que estar conscientes que um técnico da sua qualidade terá, mais tarde ou mais cedo, de seguir o seu percurso em ligas mais competitivas do que a portuguesa” finalizou.

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