FC Porto

Real Madrid perguntou por Pepe

Luta por parceria com Pepe. 'Sete vidas' de Marcano 'complicam' Carmo

Reafirmação do central espanhol pode travar ponto de evolução do reforço português.

Com a saída de Chancel Mbemba para o Olympique Marseille, Iván Marcano apressou-se na luta por um lugar no onze do FC Porto e, para já, está a ganhar terreno face ao colegas de posição.

Os nomes de David Carmo, Fábio Cardoso e João Marcelo são opções válidas para Sérgio Conceição utilizar no eixo da defesa, sobretudo o reforço deste verão, oriundo do Sporting de Braga, pelo selo de jovem promessa que levou consigo aquando da transferência para os azuis e brancos.

Avaliando as sete épocas de Marcano no Dragão como ‘sete vidas’ diferentes, parecem haver razões para perspetivar uma missão mais complicada do que inicialmente esperada para David Carmo, que acaba por ser ‘apanhado’ pela reafirmação do central espanhol.

O parceiro de Pepe

Com o estatuto de capitão e o rótulo completo da experiência, Pepe tem a titularidade como algo praticamente indiscutível no onze dos dragões e o parceiro neste arranque de época tem sido tudo… menos português.

A dupla Pepe-Marcano foi aposta direta do início ao fim nos dois jogos oficiais realizados até ao momento (Tondela na Supertaça e Marítimo na I Liga), com o registo de dois triunfos fruto de oito golos marcados… e apenas um sofrido.

O central espanhol não só marcou um golo na goleada frente aos madeirenses (5-1), no arranque do campeonato, como também se destacou noutros momentos cruciais do futebol praticado pelos dragões. Condução de bola, interceção certeira, saída a partir de trás e passes teleguiados serão alguns dos atributos que justificam a opção do técnico dos azuis e brancos em colocar Marcano a jogar ao lado de Pepe.

 

Contudo, há quem tenha de esperar. Apontado como um dos principais candidatos a fazer parceria com o internacional português, David Carmo chegou ao FC Porto com o objetivo de manter a regularidade exibicional demonstrada em Braga, porém, as coisas poderão não ser assim tão lineares.

É certo que a estreia pelos dragões ao serviço da equipa B aconteceu, este domingo, diante do Sporting da Covilhã, por força do castigo aplicado na sequência da época transata, mas também é nesses pequenos pormenores que reside a importância e a diferença de ‘pegar de estaca’.

Uma ‘nova vida’ para o espanhol

Já com sete épocas cumpridas de dragão ao peito, Iván Marcano entrou com toda a força na oitava temporada a jogar de azul e branco e, depois de ter recusado a integrar o lote de saídas deste verão, parece ter motivos para sorrir.

O passado do experiente central no Dragão é longo, algo turbulento e até com uma interrupção pelo meio. Entre 2014/15 (primeira temporada em Portugal) e 2017/18, apesar de alguns ‘picos, Marcano acabou por ir conquistando a titularidade dos dragões gradualmente principais titulares dos dragões, até que saiu para a AS Roma por uma temporada (2018/19).

No entanto, as coisas voltaram (parcialmente) ao que eram. Nova época, nova oportunidade, nova vida. Se é verdade que os números da época 2019/20 enalteciam o percurso do central espanhol de dragão ao peito, o mesmo não se pôde dizer das últimas duas temporadas. E tudo por culpa de várias lesões.

Marcano sofreu uma rotura dos ligamentos cruzados que o manteve fora dos relvados por nove meses, entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, mas não ficaria por aí. Pouco depois, ainda na época 2020/21, eis que surgiram mais dois meses de pausa por força de uma lesão muscular.

Como não há duas sem três, a intervenção cirúrgica ao pé a que foi submetido, impossibilitou Marcano de ser opção para Sérgio Conceição durante pouco mais de dois meses, entre novembro de 2021 e janeiro de 2022. Algo que ajuda a explicar que, na soma de duas épocas, o registo não tenha ido além de… 13 jogos.

Se encararmos todo este processo de sete épocas como uma espécie de ‘sete vidas’, o central de 35 anos tem agora uma oportunidade de ouro para se reafirmar e, com isso, acabar por ‘travar’ o ponto

Deixe uma resposta

Botão Voltar ao topo