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Domingo Soares Oliveira

Domingo Soares Oliveira, co-CEO do Benfica, revelou

Domingo Soares Oliveira, co-CEO do Benfica, revelou, em entrevista ao jornal ECO, o que conduziu ao fracasso da contratação de Jorge Jesus. A chegada, em forma de regresso, do treinador e a construção do plantel, num grande investimento, que levou a zero títulos, em dois anos.

“Falharam várias coisas, falharam opções de mercado garantidamente, tínhamos um plantel que não era suficientemente equilibrado. Admitimos que tenham falhado também opções de ordem tática, técnica. O que presidiu à contratação deste treinador [Jesus] era uma lógica de um resultado rápido, há que reconhecê-lo. Não fomos à procura de um treinador que pudesse inserir-se numa estratégia seguida ao longo de vários anos, relativamente a uma aposta equilibrada entre jogadores experientes e jogadores de formação, portanto, a opção foi assumida de forma consciente”, começou por dizer Domingos Soares Oliveira.

O Benfica a assumir que a chegada de Jorge Jesus presumia um sucesso mais imediato e não tanto um projeto para o futuro. Um erro que, admite agora pela voz do co-CEO, não estar interessado em repetir:

“Há uma série de falhanços em termos externos, [mas] mais do que tudo o resto, importa corrigir aquilo que podemos corrigir internamente e, depois, preocuparmo-nos com os fatores externos. É isso que temos tentado fazer esta época. Não nos limitamos apenas a constatar os resultados, mas em tudo o que já estamos a fazer de preparação da nova época, há claramente uma intenção de não repetir erros passados”.

Também por aí a explicação para a chegada de Roger Schmidt, que foi muito mais ponderada, entre várias opções analisadas. “A escolha do novo treinador foi um processo que demorou o seu tempo, que colocou um conjunto de treinadores que poderiam ser uma opção, quer a nível nacional, quer a nível internacional. Foi um processo em que se definiu quais eram os critérios em função de um documento designado de “Casa Estratégica”. Esse processo nunca foi utilizado internamente, é um processo muito mais sustentado. E a mesma coisa se aplica em relação aos jogadores. Não quer dizer que não haja, como sempre houve, empresários que nos vêm bater à porta a dizer que têm um jogador ótimo e ótimas oportunidades, mas o que estamos a tentar fazer, e temos feito, é ser mais cautelosos e não ir imediatamente atrás da primeira oportunidade que aparece”, revelou Domingo Soares Oliveira, em declarações ao jornal ECO.

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