Benfica

“No corredor, o Diogo Gonçalves é um jogador completo e pode dar muito”

Diogo Gonçalves tem procurado espaço na equipa principal do Benfica

Diogo Gonçalves tem procurado espaço na equipa principal do Benfica desde 2017/18, momento em que se estreou na I Liga. Já passou por dois empréstimos, alguns bons jogos de águia ao peito e por duas posições diferentes em campo. O Desporto ao Minuto foi conversar com João Pedro Sousa para conhecer melhor o jogador com quem trabalhou no Famalicão.

A época do Benfica tem sido meio atabalhoada e a aventura de Diogo Gonçalves no futebol sénior também. O jovem avançado tem tido pouco regularidade no clube da Luz, apesar de ter deixado uma boa impressão tanto no empréstimo ao Famalicão como no sistema tático promovido por Jorge Jesus no Benfica.

“Mesmo como treinador, tenho de o classificar enquanto jogador e enquanto pessoa. Eu, enquanto treinador, tento sempre olhar para as duas vertentes. O Diogo está num patamar muito elevado, quer num ponto, quer noutro. Como pessoa, é alguém que quer sempre aprender, gosta muito de aprender, não é nada resistente à aprendizagem, faz um esforço muito grande para fazer tudo aquilo que o treinador lhe pede. Com isso, evolui sempre como jogador, tendo agora um entendimento do jogo muito grande. Habituou-se desde pequeno a aprender com todos os treinadores com quem trabalhou e com todos aprendeu coisas novas. Com uns se calhar mais do que com outros, mas com todos eles conseguiu aprender, e chegou a um nível de exigência muito grande. Está num clube como o Benfica e está a disputar um lugar na equipa principal. Essas ferramentas que foi construindo e adquirindo estão a ajudá-lo agora nesta fase importante da carreira. É um jogador que, se calhar, ainda não está no topo da carreira, muito sinceramente. Tem capacidade para fazer um pouco mais, para jogar, para desequilibrar, para ser muito importante para a equipa, não importa se é no Benfica ou noutra equipa. Tem a capacidade de jogar em vários lugares, quer em lugares mais recuados, quer em lugares mais ofensivos, quer em zonas exteriores, quer em zonas interiores, no entanto não podemos é deixar de pensar no Diogo como um jogador de trabalho. Não vamos pensar que o Diogo é o jogador mágico, que é um jogador que vai desequilibrar os jogos todos. O Diogo é um jogador de trabalho, mas um jogador importante e muito bom”, começou por dizer o ex-treinador do Boavista.

Diogo Gonçalves foi utilizado como ala por Jorge Jesus numa defesa com três centrais, tendo jogado como extremo nos dois jogos em que Nélson Veríssimo comandou a equipa da Luz. João Pedro Sousa reconhece maior capacidade ofensiva no jovem jogador, apesar de estar habilitado a jogar em ambas as posições com qualidade, sendo até considerado pelo treinador como um jogador completo na ala.

“O Diogo é um jogador com características ofensivas. No entanto, e isto tem muito a ver com a ideia de cada treinador, ele pode partir de uma posição mais recuada como já aconteceu recentemente. O Diogo consegue fazer isso porque ele é competitivo, dá segurança defensiva pela capacidade técnica que tem, e tática também, e em termos ofensivos consegue dar respostas, criar desequilíbrios, fazer assistências, golos. É um jogador que no corredor tem a capacidade de complementar bem as situações defensivas com os momentos ofensivos. Mesmo no Famalicão, o Diogo chegou a jogar como ala, extremo puro, mas também como lateral, porque eu sabia que ele, como lateral, depois ia dar-me aquilo que ele também fazia como extremo. Ou seja, dava-me cobertura defensiva, assim como aparecia em zonas de último terço a criar desequilíbrios e a colocar bolas em zonas de finalização. Portanto, é um jogador que, ao nível do corredor lateral é muito completo e que pode dar muita coisa”, reconheceu o técnico de 50 anos.

As posições ofensivas nos corredores do Benfica estão entregues a Rafa Silva e Everton. João Pedro Sousa não traça com assertividade um futuro como titular certo na equipa da Luz para Diogo Gonçalves. Em contrapartida, o treinador ex-Boavista espera que, seja em que equipa for, o jovem jogador se afirme como um jogador útil para o seu treinador.

“Prefiro dizer que o Diogo, seguramente, vai ser sempre um jogador com quem o treinador poderá sempre contar, porque eu sei o que o Diogo faz durante a semana, conheço essa capacidade do Diogo, quer técnica, quer tática. Sei que o Diogo vai ser um jogador que, se o treinador precisar e contar com ele, no minuto seguinte ele vai dar respostas. Ele é profissional e é um excelente jogador. Agora, isso depende de muitas variáveis, do contexto do clube, da equipa, o perfil que o treinador quer para a ideia que quer, o tipo de jogo, por vezes até o adversário. É uma série de questões que o treinador tem de analisar e depois terá de optar. O que me parece é que, quando o treinador precisar do Diogo, ele vai estar pronto”, concluiu João Pedro Sousa.

Diogo Gonçalves subiu à equipa principal do Benfica em 2017/18, revelando-se (efemeramente) uma das peças do futuro do clube da Luz. Teve com Rui Vitória um bom começo, com 13 jogos. Acabou por ser emprestado para Inglaterra, na esperança de ganhar maturidade e regularidade, já que no Benfica as alas estavam mais que preenchidas. Acabou por ser no Famalicão que teve a maior evolução, com sete golos e seis assistências em 34 jogos. Foi aí que a direção do futebol do Benfica fez questão de apostar no jovem de 24 anos. Neste ano leva 15 jogos e uma assistência, porém não tem ainda uma posição bem definida no plantel encarnado.

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