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Cristiano Ronaldo em modo 'canivete suíço': As notas do Portugal-Suíça

Capitão da seleção nacional desbloqueou a roda da engrenagem que estava presa desde o início da partida frente à Espanha. Teve uma exibição de qualidade, à imagem da restante equipa, e regressou da melhor forma possível ao onze inicial de Fernando Santos.
Portugal bateu a Suíça com uma exibição de gala, mas não perto do perfeito, segundo Fernando Santos. A verdade é que, a comparar a olho nu com o que se fez frente à Espanha, a melhoria foi absurda.

Com um meio campo mais equilibrado, não virado exclusivamente para o ataque, tendo jogadores com capacidade defensiva maior, a equipa sentiu-se mais solta. Apostou bastante no ataque rápido para apanhar a equipa helvética desprevenida e conseguiu tirar louros disso.

A entrada de Cristiano Ronaldo, Diogo Jota, William Carvalho e Nuno Mendes no onze inicial de Portugal acabou por se revelar uma decisão acertada, dando frescura e entusiasmo à equipa. O craque do Manchester United acabou por ser o destaque, com dois golos na partida e grande influência no primeiro golo.

Com este triunfo grande para Portugal, as contas do Grupo 2 ficam relançadas, com a equipa das quinas e a Chéquia a dividirem o topo da tabela. O próximo duelo, que será entre estes duas países, será uma verdadeira luta pelo primeiro lugar do grupo.

Dito isto, vamos às notas.

A figura

Não fica difícil escolher a figura quando há um jogador que regressa ao onze titular e, aos 37 anos, mostra-se muito influente no ataque da equipa, marca dois golos, desbloqueia a engrenagem de uma máquina que estava aos soluços desde o último jogo e lidera uma equipa que conta com experiência, mas também com muita juventude ainda a ganhar calo. Cristiano Ronaldo foi, sem sombra de dúvidas, a figura desta partida. Surgiu em posições determinantes, não saiu do seu lugar para ir atrás buscar jogo e fazer a equipa jogar, isto porque confiou nos colegas do meio campo. CR7 está diferente ao serviço da seleção, mais confiante na equipa e no estilo de jogo, e isso leva o jogador a sentir-se mais à vontade em campo. Marcou dois golos porque estava bem colocado no ataque, falhou outro de forma escandalosa, mas foi ovacionado pelo jogo que fez. Grande regresso ao onze inicial.

A surpresa

Com Cristiano Ronaldo, regressaram ao onze mais cinco jogadores, entre eles William Carvalho. A ausência de um jogador com as características do médio já tinha sido notada no jogo frente à Espanha e neste domingo, por ‘obrigação’ pelo que aconteceu nesse encontro, foi chamado ao onze. Mostrou ser um jogador para lá do que rótulo que tem. Não foi tão defensivo, deixando essa função para Rúben Neves, soltou-se no meio campo e, com a qualidade de passe que tem, não teve de se esforçar fisicamente a correr para colocar a equipa a jogar. Fez excelentes passes para o ataque e foi peça fundamental ao segurar o meio campo. O golo, mesmo que numa recarga, foi a consagração da exibição do médio.

A desilusão

As referências da Suíça, no plano individual, começam a ser cada vez mais, mas nem todas se evidenciaram como era esperado. A mais gritante foi Shaqiri. O avançado, que neste jogo jogou mais como um médio ofensivo, atrás de Seferovic, não esteve bem em campo. Não surgiu no jogo como deveria, quando teve bola pareceu sem ideias, muito preso à ideia de dar bola rapidamente a outro colega. Não usou a qualidade técnica para desfazer o nó e o único remate que se notou dele foi parar à bancada. Mau regresso ao onze para Shaqiri.

Os treinadores

Fernando Santos

Prometeu alterações no onze e cumpriu, prometeu bom futebol e cumpriu, disse que não iria mudar a equipa toda e também cumpriu, mas mudou seis unidades no onze inicial. A princípio, parecia exagerado, mas mostrou ter tomado a decisão certa. Muitas das entradas na equipa mostraram ser melhorias ao jogo, mesmo que estes jogadores tenham sido reservas no último encontro. A equipa estava bem ensinada, a Suíça estava bem estudada e isso fez com que Portugal pudesse crescer e dar a volta depois de sofrer aquele golo anulado de Seferovic. Fica água na boca para o próximo jogo, no qual não será pedido menos que isto a Portugal.

Murat Yakin

Assumiu a derrota logo no primeiro golo. Não gritou tanto com a equipa para alguma mudança no esquema ou na ideia de jogo, simplesmente viu o jogo a acontecer a favor de Portugal e aceitou. Verdade seja dita, com um jogo nos 3-0 desde cedo, não havia muito mais a fazer. A equipa só parece pouco organizada no plano defensivo, tanto que foi por aí que Portugal partiu para os golos. Há que rever a estratégia e, muito certamente, o desenho tático para os próximos duelos.

O árbitro

Exibição satisfatória. Esteve bem ao consultar o VAR para anular o primeiro golo que foi irregular. Voltou a estar bem ao reverter um penálti de uma falta que foi feita fora da grande área. Só não esteve bem no cartões, tendo deixado várias faltas da Suíça passarem impunes

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